A benção dos pais e o estímulo ao autovalor e autoamor nos filhos.


“Todo pai e mãe tem uma chave na mão que abre o espírito na vida do filho”. Craig Hill

"Abençoar no sentido hebraico desta palavra é “barach”: “Conceder poder a alguém para alcançar prosperidade, longevidade, fecundidade, obter sucesso e muitos frutos.”


No grego a palavra abençoar é eulogeo e o significado é “falar bem de alguém” ou “bendizer”. Percebe-se que, nos conceitos sobre bênção, existe um poder estabelecido por uma dimensão transcendente, outorgado aos pais em relação aos filhos.


É como se o poder do Universo estabelecesse o apoio permanente ao bem-estar dos filhos, quando os pais os abençoam. “A bênção é uma expressão proferida oralmente, constituída de um desejo benigno e emanação de amor, e que tem um efeito no mundo espiritual, atingindo o mundo físico. Os filhos abençoados têm um bom começo emocional e espiritual na vida e recebem um firme propósito de amor e aceitação”.


O amor que os pais têm pelos filhos os coloca numa condição especial e diferenciada na vida. Este amor tem poder. As emanações magnéticas deste amor chegam ao Universo de uma forma especial, permitindo ao agente deste amor – os pais, colapsarem uma realidade favorável ao sujeito deste amor – os filhos.


Este amor é especial porque é o que mais se aproxima do amor universal, por ser o mais incondicional. Os pais verdadeiramente amam os filhos, um amor que os permite reconhecer nos filhos, um sentido de Unidade. Toda uma química corporal é favorecida para que este amor se desenvolva e permita a ambos – pais e filhos – a percepção do amor humano mais evoluído.


É através deste Amor que o Universo outorga aos pais o poder de decretar aos filhos uma vida de bem-estar, saúde, prosperidade, realizações e longevidade. Os pais têm a possibilidade de colapsar (possibilitar acontecer) uma realidade favorável ao filho, e, aqui está o Princípio da Bênção.


Quando os pais abençoam os filhos, estão ofertando-os a um Poder Universal, abrindo um caminho de reconexão das dimensões mais humanas dos filhos (pensamento, sentimento, emoções), à dimensão espiritual (Consciência Divina). Esta então começa a atuar na vida do filho, através da guiança, inspiração e proteção durante toda a vida.


E aqui está a diferença que pode acontecer na vida de um filho, entre se seguir um caminho evolutivo, desenvolvendo um processo de autoamor genuíno, que não depende de referências externas para determinar o quanto se tem valor. O autoamor é a base de tudo. É a formação da Identidade bem equilibrada, que vai determinar encontrar um sentido e propósito no vida e exercê-lo com alegria.


A pergunta feita aos filhos “o que você vai ser quando crescer?”, dá a eles a sensação de ser insuficientes e que só vão ser preenchidos no futuro. A criança percebe-se vazia e começa a se esforçar para, no futuro, através de conteúdos que compõem realizações no âmbito de ser, ter e fazer, sentir que existe enquanto realizadora.


Seria interessante ela compreender que ela já é e não precisa das experiências para ser alguma coisa. Ela já é. Crescer com a sensação de que não falta nada, que já se tem tudo para viver uma vida de plenitude é se deixar seguir num fluxo natural de vida, onde sempre se é. Assim como o rio, que corre sobre um leito e não se agarra a nada. Ele flui naturalmente e mantém preservado a sua condição de ser rio.


Uma criança condicionada a se prender a conteúdos para estar preenchida, fica refém da sensação de ter que ser amada, reconhecida e valorizada. Esta criança certamente se desviará de seu propósito de vida para conquistar conteúdos (posição social, conforto, riqueza, reconhecimentos, etc.). Toda criança necessita se saber inteira, e seguir sua vocação, vivendo-a plenamente e, ainda que conquistando conteúdos, sentir-se que não depende deles para estar bem.


É importante os pais terem consciência de que eles transmitem mensagens aos filhos o tempo todo. Desde atos corriqueiros do dia a dia, como educá-los a arrumarem seu quarto, como também, se sentarem com eles para dialogar sobre uma questão que os filhos estejam trazendo. E estas mensagens apresentam dois teores: favoráveis (bendizer) ou desfavoráveis (maldizer) à evolução dos filhos.


Favoráveis quando os pais, independente das questões e demandas trazidas pelos filhos, estimulam e perpetuam um sentido de autovalor e merecimento.


Ou desfavoráveis quando, através de suas atitudes, os pais levam os filhos a se perceberem como falhos e sem valor. A primeira possibilidade determinará um sentido de autoamor. A segunda possibilidade determinará um sentido de autorrejeição.


A Bênção apresenta dois aspectos:


O primeiro é exatamente a ação consciente dos pais, através de comportamentos e atitudes, quando estes proporcionam aos filhos, a boa formação da identidade e o encontro com a sua vocação de vida.


O segundo aspecto é a execução de uma Cerimônia de Bênção, abençoando-os através de palavras, emanações, intenções e toques, decretando-lhes uma boa realidade.


A realização destes dois aspectos favorecerá a reconexão, o realinhamento da consciência humana com a divina. Este realinhamento permite ao fil