A (má) digestão tá acabando com você? Ponha ela no bom caminho!


Poucas coisas são tão desconfortáveis quanto à má digestão (também chamada de dispepsia) e tudo que está ligado a esse mal-estar como ânsia, azia, refluxo, distensão abdominal e, muitas vezes, até vontade vomitar.


Ninguém merece aquela sensação do alimento indo e vindo no canal de entrada (esôfago) ou a barriga parecendo um balão, sem contar aquele peso de ter comido quatro vezes mais do que realmente comemos.


E parece que bastante gente é contemplada com a encrenca. Um levantamento feito pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, em 2018, o número mais recente da especialidade médica no Brasil, mostra que quase metade dos brasileiros – 48% da população – sente algum sintoma de má digestão e, entre as queixas, a azia (aquela queimação que sobe pra garganta) é a campeã.


Mas, por que tudo isso acontece?


As causas deste quadro podem ter motivos variados, das mais simples – como comer rápido demais sem mastigar direito ou engolir ar durante a garfada (sim, essa é uma das causas, traz um desconforto tremendo e se chama aerofagia) – até a ingestão de itens excessivamente gordurosos, por conta da digestão mais demorada e trabalhosa, além de toda irritação que provoca.


Passando pelo péssimo hábito de fumar, consumir álcool com frequência, tomar líquido em excesso durante a refeição e a clássica ingestão de leguminosas como feijão, grão-de-bico e ervilhas, além de folhas grossas difíceis de digerir como couve-manteiga e repolho.


O processo pode ser tranquilo desde que o ciclo básico seja concluído com sucesso. A digestão começa na boca, com a mastigação. O estômago contribui com algumas enzimas gástricas que têm o papel de tornar o alimento miudinho, pronto para o intestino roubar o que ele tem de melhor (vitaminas, minerais e nutrientes) para uma boa saúde. O resto é resto, e vai embora. Até aqui, tudo certo.


Porém se esse processo não for realizado no tempo certo, os alimentos começam a fermentar no estômago e é aí que a coisa começa a degringolar. Essa fermentação produz gases e são eles os responsáveis por aquelas sensações de desconforto clássicas como barriga inchada, alimento querendo voltar por onde entrou, ânsia, e, dependendo do que se comeu e como se comeu, vem a queimação (azia) e o refluxo – com força total!


Um especialista, por favor!


Seja o quê e como for, o fato é que toda a confusão da fermentação dos alimentos, a permanência inesperada deles no estômago e a formação densa dos gases podem resultar em estufamento, flatulência, alteração no fluxo intestinal, desconforto ou dor abdominal, sensação de estômago cheio, arrotos muito depois das refeições (o que não é comum), enjoos, vontade vomitar (muitas vezes sem conseguir), vômitos e cansaço sem motivo – sintomas que, em alguns casos, são pontuais, apenas porque se trata de uma refeição que não caiu bem, e em outros, dependendo da causa e do período que se estende a crise, se tornam crônicos prejudicando o dia a dia e a qualidade de vida da pessoa.


E são esses últimos casos que precisam ser avaliados por um médico ou profissional especializado em nutrição – nutrólogo, gastroenterologista, nutricionista. Lembrando que a falta de um tratamento adequado para esse tipo de mal-estar, quando já está instalado, pode levar a complicações, como um quadro de úlcera, por exemplo.


Portanto, não se deve subestimar achando que são coisas do cotidiano.

Já, as dores, provenientes de inflamações gástricas, podem ser resultados de alimentação inadequada regular, em longo prazo, ou alterações emocionais somatizadas, aí é necessário um diagnóstico mais elaborado – de novo aqui, se faz necessário um especialista.


Tratamentos alternativos que agem na raiz do problema


Esquece aquele redentor imediato. Nada de antiácido nem de cestinhas de farmácias abarrotadas de paleativos. A questão precisa ser vista de forma mais saudável e com um tratamento efetivo. Confira algumas opções para dar um basta nesse mal-estar, de maneira que seja possível voltar à mesa feliz.


Homeopatia


O tratamento homeopático é útil em diversas disfunções do organismo, mas para os males do estômago especificamente ele cai como um bálsamo, já que os medicamentos convencionais, como os “prazois” da vida, são extremamente prejudiciais. Essas químicas deixam o pH estomacal beeem mais baixo, favorecendo a paralisação do trato digestivo.


Resultado: o alimento não é quebrado como deveria no estômago, demorando a passar para o intestino, o que leva a aumentar a fermentação e a tendência ao refluxo. Em paralelo, a biles que não é devidamente liberada, pode precipitar-se na vesícula, favorecendo a formação de cálculos.


O alimento mal digerido que chega ao intestino favorece o surgimento de disbiose, um distúrbio por trás de inúmeros problemas de saúde, como infecção urinária, candidíase, gastrite, rinite, depressão, insônia, doenças autoimunes, acúmulo de gordura etc.