Auriculoterapia: eficaz contra dores e compulsão



Pensa numa sessão de reflexologia, só que em vez de ser aquela tradicional, nos pés, é feita na orelha e com algumas ferramentas próprias. Assim funciona a auriculoterapia, uma variação da acupuntura que age por meio de estímulos em pontos estratégicos na orelha.


Cada ponto corresponde a um órgão ou função do organismo e quando pressionado e trabalhado energeticamente envia comandos e reflexos a essa respectiva região do corpo.


Através desse método, de representação auricular da região ou órgão do corpo, é possível tratar dores e disfunções físicas, psicológicas e emocionais de forma bem pontual e eficaz, especialmente nos casos de compulsão e de dores agudas e crônicas.


O princípio é o mesmo da acupuntura, o ponto “sofrido” será estimulado e vai dispor de

recursos energéticos para o autoequilíbrio e a recuperação das funções plenas.


Considerada um importante tratamento da Medicina Tradicional Chinesa, a auriculoterapia – também chamada de auriculoacupuntura e acupuntura na orelha – é uma técnica que pode ser realizada tanto com as agulhas convencionais (utilizadas na acupuntura), que têm uma ação de 30 a 40 minutos, durante a sessão com o terapeuta; quanto com as agulhas que permanecem na orelha, muito pequenas, com a base arredondada, que ficam fixas nos pontos com esparadrapo, de três a sete dias, quem define é o acupunturista, conforme o objetivo do tratamento.

Para quem tem pavor de agulhas, existem opções menos incisivas, como o uso de pequenas esferas magnéticas ou de cristal ou mesmo sementes naturais, que estimulam os pontos de acupuntura por pressão, sem perfurar a pele.


Auriculoterapia chinesa ou francesa?


A mais antiga e tradicional, digamos, é a de origem chinesa, que adota aproximadamente 200 pontos auriculares como pontos-reflexos para serem trabalhados. A Francesa, criada pelo médico Paul Nogier, manipula menos de 25% de microáreas, se comparada com o método chinês: 43 pontos.


Nogier fez um mapeamento da técnica já existente e introduziu algumas alterações na localização e no número de regiões, as quais são conhecidas (e seguidas) até hoje. Para isso, ele considerou a orelha como se fosse um feto de cabeça para baixo e a partir daí fez a distribuição das regiões que deveriam ser trabalhadas energeticamente.


Portanto, de acordo com o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, as principais diferenças entre as duas escolas são suas cartografias, que foram baseadas em diferentes premissas, e também nos instrumentos utilizados.

A chinesa, geralmente, utiliza esferas de cristais, sementes (a de mostarda é a mais comum) e agulhas, enquanto a francesa usa agulhas, laser, esferas magnéticas, massagem e infravermelho, como ferramentas de estímulo energético.


Alguns terapeutas optam ainda por bastões de moxa quando a ideia é produzir estímulo por meio de calor. Importante destacar: entre as duas, não há uma técnica melhor ou mais eficaz, tudo depende da formação do terapeuta e da indicação do tratamento.


Tiro e queda!


Francesa ou chinesa, não importa, seja como for a auriculoterapia tem mostrado excelentes resultados, tanto como tratamento principal como nos casos em que ela é complementar a algum outro método.


“Sempre que posso, fujo de agulha, mas tive uma crise de dores que foi quase insuportável, cheguei a sentir dificuldade para andar. No meu caso, a auriculoterapia foi um excelente tratamento complementar ao convencional com fisioterapeuta e ortopedista, para aliviar dores muito fortes no calcanhar e no quadril, causadas pelo excesso de atividade física. Hoje, já quase seis meses após o fim do tratamento, sempre que eu sinto que as dores vão voltar, faço auriculoterapia e é sensível a melhora, o alívio”, conta Alessandra Okada, empresária e professora de zumba, de Jundiaí (SP).

No geral, a auriculoterapia é bem indicada para os casos de distúrbios mentais e emocionais como ansiedade, estresse, síndrome do pânico, síndrome de burnout, insônia.


E também disfunções físicas como dor lombar, dor de cabeça, torcicolo, constipação (prisão de ventre), problemas musculoesqueléticos (articulações dos joelhos, ombro, tornozelo); distúrbios hormonais, disfunções da tireoide e desajustes menstruais; assim como doenças pontuais que afetam os órgãos, como úlceras gástricas, alergias, gastrites, problemas digestivos e renais, entre outros.


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