Falta de sono – o mal do século

Atualizado: 24 de Fev de 2020



Hoje em dia, parece sinal de status uma pessoa falar que não dorme porque trabalha demais ou qualquer outra coisa que vai nessa linha da sobrecarga, como se fosse bonito falar que as horas de sono atrapalham um bom descanso e, mais do que tudo, necessário.


A coisa é tão séria que uma experiência pessoal sofrida pela workhaolic americana Arianna Huffington – uma das 100 pessoas mais influentes da mídia nos EUA, segundo a revista Forbes – deu origem ao livro The Sleep Revolution, Transforming Your Life, One Night at a Time (A Revolução do Sono – Transformando Sua Vida, Uma Noite de Cada Vez, Ed. Harmony Books), lançado em 2017.

Arianna teve a ideia de escrevê-lo depois de um acidente, em que ela, por absoluto cansaço, por consequência de passar horas sem descansar, sofreu uma queda e quebrou o maxilar. O fato foi a senha para ela se jogar no assunto e virar uma defensora ferrenha da necessidade de dormir.


No livro, ela conta que trabalhava de 16 a 18 horas por dia e dormia no máximo quatros horas por noite.


“Enquanto não tive uma estafa não percebi a real necessidade de uma mudança de hábitos e horários. Dessa forma, veio a conscientização sobre a importância de dormir mais e melhor”, conta Arianna.

Uma das coisas mais interessantes do livro é tentar dissociar essa cultura deturpada da vida moderna de que dormir pouco seja uma condição para o sucesso no trabalho e na vida pessoal.


Oi??? Então, quer dizer que se estamos com a nossa produtividade a mil, com a mente sã, carteira de clientes bombando, empresa superorganizada, mas nosso trabalho exige uma dedicação que é suficiente dentro do período das 9 às 18 horas, é como se as coisas não estivessem andando bem?


É preciso trabalhar até meia-noite e mostrar para o mundo que estamos à beira de uma síndrome de burnout para aquilo significar sucesso? Infelizmente, na maioria dos casos, sob o ponto de vista social-profissional, sim!


De fato, esse é um dos mitos que Arianna quis quebrar com o Livro. “Há uma cobrança forte para que todo mundo esteja ocupado além da conta”, diz ela. Daí, ficar sem dormir é o bônus.


Portanto, o alerta aqui é deixar de banalizar um mal gravíssimo como sendo um sintoma da vida moderna, que acontece com todo mundo e “vai passar”, achando que está tudo bem. Não está, não.


Não vamos negligenciar a saúde por conta de um posicionamento social, de um status profissional. Tem hora que é preciso parar tudo e rever nossos valores e o preço que estamos pagando por aquilo.


Foi dessa forma que Arianna Huffington recuperou a saúde e a sanidade mental e ajudou centenas de pessoas a fazer o mesmo por meio de palestras, workshops, e, claro, do livro.


Descanso x produtividade – um paradoxo


Dormir pouco é status de sucesso, trabalho duro, carreira bem-sucedida, e quando cai a ficha de que 24 horas é pouco, o sono é alvo fácil para a solução: dormir menos. Mas para dar conta de tudo é preciso ter cuca fresca, não tem jeito. Realmente, um paradoxo.


O fato é que um dos grandes prejuízos da privação de sono é a produtividade, sem dúvida alguma, nem possibilidade de argumentar.


“A falta de descanso faz com que as pessoas exerçam suas funções, mas com a capacidade de produção muito abaixo da própria média. Se privar de dormir é um impacto devastador na produtividade”, cita Arianna no livro, segundo o pesquisador Ronald C. Kessler, da Faculdade de Medicina de Harvard.


Sete horas no mínimo, e não tem conversa


Difícil mensurar o que seria uma boa noite de sono em horas. Mas uma coisa é certa: não existe mais aquela ideia de que cada um tem uma necessidade, tudo depende do organismo, do quanto uma pessoa precisa descansar etc.


Esqueça essas teorias que tratam do problema de forma individualizada. Estudos feitos nos principais centros de pesquisas sobre a medicina do sono do mundo chegam a um consenso: o tempo mínimo, para todos, é, sim, de sete horas. Caso contrário, não são poucos os prejuízos que o fato de dormir mal ou dormir pouco pode causar para o convívio social e, sobretudo, para o corpo e para a mente. (Confira nosso artigo: Está dormindo pouco e acha que está tudo bem? #sqn)


A mulher sofre mais que o homem


Ahhh, sim, ainda tem isso, para elas o efeito da privação de sono é pior. “As mulheres têm mais risco de sofrer de males do coração e diabetes tipo 2, do que os homens. O sono insuficiente as expõe mais ao estresse psicológico”.


A conclusão é do centro médico da Universidade de Duke, nos EUA. “Mulheres com filhos pequenos, que trabalham fora, somam 241 horas anuais a mais de trabalho do que as que só têm compromissos profissionais”, diz Edward Soarez, autor-líder do estudo, no livro.


Tecnologia no alvo


Os aparelhinhos inseparáveis da nossa geração – celulares, tabletes e computadores – são inimigos do bom sono. Além da exposição à luz azul que emitem, o excesso de informação gera excitação, medo, apreensão e outras emoções negativas, e dificultam o adormecer, pois a pessoa fica remoendo e tentando elaborar os conteúdos a que foi exposta.


Sono mais saudável


Os tratamentos holísticos garantem resultados efetivos na luta contra os carneirinhos imaginários. Na maioria dos casos, as terapias atuam nas causas, isto é, na raiz do problema, que pode ter origem emocional, de inquietude ou de transtorno psicológico.


O ideal é uma orientação para saber qual é a terapia mais adequada para cada um, segundo o motivo que leva os olhos a não ficarem fechados e calmos.


Yoga


A tensão e o estresse acumulados são causas muito comuns de casos severos de insônia. Como a prática da yoga reduz a agitação mental, ela acalma a mente e traz paz e, assim, ajuda a melhorar a qualidade do sono e pode, inclusive, auxiliar pessoas que sofrem com insônia, pois os exercícios de concentração, respiração e meditação feitos nas aulas têm tudo a ver com o ambiente tranquilo propício ao bom sono.


Dessa forma, no início, podem ser reproduzidos pouco antes de dormir por quem tem o problema. Obviamente, algumas posturas funcionam melhor para alguns casos, mas outras acabam sendo universal e têm efeito para a maioria das pessoas, como este exercício a seguir.


Abra as pernas e a sua frente coloque um bloco de espuma ou uma pilha de livros de aproximadamente 20 centímetros. Desça o corpo para baixo e apoie o topo da cabeça nessa estrutura, colocando as mãos ao lado.


As fáceis inversões de ioga de Iyengar, que enviam sangue à cabeça, podem ajudar a enviá-lo para a terra dos sonhos. A suave curva para a frente com pernas bem afastadas apoiadas é fácil de relaxar e ajudará a acalmar seus pensamentos.


Acupuntura


Pesquisas recentes mostram que a técnica das agulhas subcutâneas melhora a qualidade do sono em pessoas que não conseguem dormir.


No tratamento para melhorar a qualidade do sono, a acupuntura resgata o equilíbrio do organismo, já que é um mecanismo que estimula a liberação de neurotransmissores como a serotonina, que ajudam o organismo a relaxar.


Segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) um desequilíbrio energético faz com que a mente não pare de funcionar durante a noite, permanecendo no mesmo ritmo do período diurno. Para essa ciência, três órgãos estão associados aos problemas no sono e precisam ser investigados: o coração, o fígado e o rim.


Essas agulhas, assim como outras técnicas como a moxabustão (terapia com calor) e as ventosas (terapia de sucção), são aplicadas em pontos específicos do corpo humano que possuem uma elevada capacidade sedativa, como o do pulso e o que fica entre as sobrancelhas, que quando estimulados fazem o cérebro liberar opioides naturais, que promovem a sensação de relaxamento e sono revigorante.


Outros pontos visam restabelecer o equilíbrio energético nos órgãos ligados às disfunções do sono e tratar a ansiedade e o estresse. Não à toa, a acupuntura apresenta resultados logo na primeira sessão e, segundo pesquisas, sucesso em mais de 90% dos casos.


Relaxamento


As técnicas de relaxamento – que podem ser desenvolvidas na yoga, na meditação ou em diversas outras terapias holísticas – causam um alívio muscular progressivo e orientam a pessoa a estender e relaxar os músculos de maneira sistemática em diferentes áreas do corpo, o que ajuda a acalmar e estimular o sono.


Outras técnicas de relaxamento que ajudam muitas pessoas a dormir incluem exercício de respiração, atenção plena, técnicas de meditação e imagens guiadas.


Muitas pessoas ouvem gravações de áudio para seguirem orientação sobre o aprendizado de diferentes técnicas para ajudá-las a sentir sono e também voltar a dormir no meio da noite.


Lavanda


Um clássico calmante, o aroma das florzinhas cor de lilás, quando inalado minutos antes de deitar torna a qualidade do sono melhor durante a noite, além de conferir mais energia durante o dia. O benefício aparece em alguns estudos.


O aroma, extremamente agradável e relaxante, ajuda no alívio das tensões e favorece o sono por diminuir a frequência cardíaca e a pressão arterial.


Meditação


As técnicas destinadas a relaxar os músculos (relaxamento muscular progressivo e biofeedback) e a aquietar a mente (meditação) são consideradas tratamentos efetivos contra a insônia.


A maioria das pessoas pode aprender essas técnicas, mas é preciso um tempo para que possam dominá-las o suficiente para ajudar a aliviar a insônia. Tudo é uma questão de dedicação e exercício.


Está comprovado cientificamente que a prática regular da meditação, seja isoladamente ou como parte da prática de yoga, proporciona como resultado níveis mais altos de melatonina no sangue, um importante regulador no sono.


Ruído branco


É a reprodução dos sons da natureza (por meio de aplicativos, programas ou gravações originais) como aqueles que são emitidos em uma selva tropical, nas águas de um riacho, na chuva; e que desencadeiam a sensação de relaxamento no cérebro. Os sons suaves são relaxantes e favorecem o sono profundo.


Aromaterapia


Terapia supereficaz para o tratamento de pessoas que desejam ter um sono tranquilo, pois tem efeito calmante, favorece o alívio do estresse e da ansiedade e combate a irritação.


A aromaterapia é um coringa na lista dos tratamentos para dormir, já que não possui contraindicações (como é o caso de alguns medicamentos que induzem ao sono), pois a ideia é apenas criar um ambiente favorável para um sono relaxante e tranquilo.


Por outro lado, é uma terapia que não age tão rapidamente como os medicamentos, mas em longo prazo auxilia no desenvolvimento de uma rotina de sono normal. Quer melhor?


É preciso, no entanto, utilizar a essência correta. Se o objetivo é combater a insônia, os óleos mais indicados são de lavanda, baunilha, camomila, ylang-ylang, sândalo, manjericão, manjerona, rosa, cânfora ou neroli.


A combinação de algumas também é indicada, desde que de maneira adequada, para se obter o efeito desejado. O ideal é nunca utilizar um óleo essencial por conta própria, mas sempre sob a orientação de um aromaterapeuta.


São muitas as opções de produtos que podem ser utilizados para dormir, dentre as opções estão os sprays perfumados para travesseiros e lençóis, sais de banho, velas, cremes para o corpo, óleos de massagem, difusores de óleos e outros. De novo, vale perguntar para um especialista qual a melhor opção para cada caso.


E se você quer descobrir como aliviar dores, fazer tratamentos para os mais diversos problemas e ter muito mais saúde e qualidade de vida, tudo isso de forma natural, conheça as Terapias Holísticas. Encontre um terapeuta aqui no nosso Guia de Serviços.

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