Homeopatia pode vir a ser uma alternativa na luta contra a nova pandemia?



Não dá para afirmar que sim, só o tempo e as pesquisas poderão confirmar essa relação.


Segundo a premissa da homeopatia, que leva em conta estudos sobre o conjunto de sintomas peculiares a uma determinada epidemia, uma descoberta que pode ser explorada por meios de pesquisas na área, diz respeito à pandemia de Coronavírus.


Está sendo divulgado que um médico homeopata da Índia, identificou, através de seus estudos e experimentos, que o “Justicia adhatoda” é um possível medicamento homeopático na prevenção e tratamento da atual pandemia do coronavírus.


Importante destacar que ainda não há evidências científicas de que o medicamento homeopático previna ou cure a atual pandemia do Coronavírus, devido ao pouco tempo de incidência do vírus em seres humanos.


Para se concluir algo mais efetivo é necessário testes em voluntários, experimentos em laboratórios e uma série de outros protocolos que levam tempo. E para lançar mão desse recurso como parte do tratamento contra esse novo vírus é imprescindível consultar um especialista em homeopatia.


A história mostra os benefícios da homeopatia


Mas, se por um lado faltam estudos e testes, ao olharmos para trás e analisarmos a linha do tempo, a homeopatia é velha conhecida, como um método terapêutico eficaz.


O primeiro caso de sucesso foi em 1799, quando o Dr. Samuel Hahnemann, médico alemão criador da homeopatia, utilizou a belladonna no controle de uma epidemia de escarlatina, e posteriormente tratou uma epidemia de Tifo tendo conseguido aproximadamente 99% de sucesso nos resultados.


De lá pra cá – estamos falando de quase três séculos atrás – médicos da homeopatia clássica hahnemanniana, em sua prática clínica, evidenciam que os medicamentos homeopáticos têm ação curativa e preventiva em doenças epidêmicas quando selecionados conforme o conjunto de sintomas peculiares à epidemia, denominado “gênio epidêmico”.


Funciona assim: cada epidemia tem características peculiares, comuns a todos os indivíduos atacados, e quando este caráter se encontra na totalidade dos sintomas comuns a todos, leva à descoberta do remédio homeopático adequado para todos os casos, que é quase universalmente utilizável nos pacientes de saúde razoável antes da epidemia.


São bons exemplos de sucesso, o uso complementar da homeopatia em algumas epidemias graves do mundo como a epidemia de cólera na Europa (1821-1834); a da gripe espanhola (1918); a epidemia de Tifo, na Bahia (1925-1926).


Outro caso histórico de êxito foi a profilaxia da meningite meningocócica, em Guaratinguetá (SP), no ano de 1974, quando a incidência da doença na cidade ficou entre as menores do Estado de São Paulo e a conquista ganhou repercussão internacional.


Para terminar, mais recentemente, em 2010, em Cuba, ficou comprovado que a intervenção homeopática permitiu uma diminuição significativa nas taxas de Leptospirose no país; assim como trouxe benefícios para o tratamento e prevenção da gripe H1N1 em algumas cidades do Brasil, em 2013.


Justicia adhatoda – a planta amiga


Uma pesquisa científica que durou cinco anos, publicada no Journal od Pharmacognosy Phytochemistry (uma publicação renomada sobre tendências de pesquisa em farmacologia e fitoquímica), em 2019, mostra que os autores do estudo descreveram que no sistema de medicina homeopática, o medicamento Justicia adhatoda (erva medicinal, nativa da Índia, muito usada nos tratamentos de ayurveda) tem sido utilizado com sucesso no tratamento de resfriado, tosse, pneumonia, febre, icterícia, coqueluche e asma.


Essas evidências científicas e observações clínicas mostram que o Justicia adhatoda é um medicamento homeopático promissor para distúrbios respiratórios com sintomas de tosse, coriza, espirros, expectoração, anosmia (perda do olfato), dor de cabeça, sensibilidade excessiva, febre, secura da garganta.


Pacientes com esse quadro foram prescritos com diferentes diluições de Justicia e a taxa de recuperação foi bastante alta. A melhora da condição de doença variou de apenas um dia a sete dias após o uso dos medicamentos homeopáticos em alguns casos graves.


Em 45% dos casos, a primeira prescrição de Justicia adhatoda nos pacientes houve cura em todas as faixas etárias. No caso de crianças, homens e mulheres jovens a taxa de cura foi próxima a 50%.


Talvez por isso o medicamento esteja sendo relacionado ao coronavírus, por ter entre seus benefícios o alívio da maioria dos sintomas. Mas, de novo, não se pode afirmar que previne os danos causados pelo novo vírus, é preciso muitos testes e estudos para saber se o medicamento homeopático pode ser efetivo.