Aproveite o momento e lance um novo olhar sobre a vida


A cada semana a situação fica mais e mais delicada. As notícias, antes ruins, agora são assustadoras; os números que eram estatísticas se tornaram nomes e sobrenomes de pessoas conhecidas, queridas, amadas. Soma-se a isso a incerteza, a falta de perspectiva, o medo...

Ainda que seja desanimador, mesmo diante de uma crise como essa, sem precedentes, a vivência de situações extremas, como a que estamos passando no momento, pode trazer lições preciosas para sermos pessoas melhores e extrair grandes aprendizados para a vida – ainda que esses ensinamentos sempre estivessem diante dos nossos olhos. Pare e pense: quando você está no seu dia a dia habitual, agitado, repleto de compromissos profissionais, familiares e sociais, o que te conduz é um piloto automático, certo? O que mais lhe falta é tempo, concorda? E nessa bola de neve deixamos de perceber as sutilezas da vida, como explica a psicóloga clínica Sônia Vellido, de Jundiaí (SP). “Não valorizamos uma ligação para um grande amigo, uma visita a um familiar, um passeio interessante que enche nosso dia de alegria. Vivemos sob a difícil contradição entre o que queremos e o que podemos ou ‘devemos fazer’. No corre-corre, o social não nos possibilita concretizar nossas aspirações e desejos, o que nos leva à eterna condição de seres frustrados”, diz ela. Na contramão de tudo isso, a restrição à sociabilidade e à autonomia está nos permitindo o retorno à nossa essência. É como se estivéssemos tendo uma segunda oportunidade de mudar tudo. “É um período que pode ser a nossa reinvenção diante da incerteza, um sinal de esperança para os planos futuros, uma lição para reaprender a viver em sociedade a partir dos mais próximos, ou, na falta destes, para rever o valor que passaremos a nutrir pelo outro. Em termos mais triviais, será também a oportunidade de iniciar uma atividade há muito tempo planejada, como o aprendizado de um novo idioma, a leitura de um livro ou o aprimoramento do conhecimento em geral. Empreender o tempo nesse caminho nos capacitará para luta contra sentimentos de frustração, ansiedade, depressão, e os medos a que estamos suscetíveis em tempos de pandemia”, alerta Sônia. Aproveitar o tempo, tirar projetos da gaveta, aprender um novo idioma, arriscar uma aula de Yoga online, lançar um olhar para si... Esse seria o cenário ideal. No entanto, como não se punir quando não conseguimos dar conta nem do básico? De acordo com Sônia Vellido, esse é o momento de autorregulação. “De usar o pêndulo existente entre razão e emoção para manter o equilíbrio emocional, no sentido de reservar um tempo para executar novas tarefas, tanto quanto for possível, preservando uma rotina”, destaca ela. De acordo com a especialista, a rotina norteia a vida do ser humano, sem ela perdemos o foco e o direcionamento. Ela diz que a rotina gera segurança e com isso combate a ansiedade e traz mais clareza sobre as tarefas cotidianas e os pequenos projetos. “Rotina não significa fazer todo dia a mesma coisa, mas se programar de maneira a fazer tudo o que se propõe. Se o dia exige acúmulo de afazeres (domésticos, profissionais, filhos para cuidar) é necessário organizar o tempo e assim dividir as tarefas – especialmente as domésticas – ao longo dos dias da semana. Esses detalhes podem ser um resgate da paz”, destaca Sônia. Inclusive essa paz roubada pela frustração de, muitas vezes, não conseguir fazer nem o necessário. Amenidades que valem ouro... Uma coisa é certa, com o isolamento social dessa pandemia, nos deparamos com dois dos maiores desafios da humanidade nas últimas décadas: a convivência em tempo integral com a família ou pessoas mais próximas e, veja você, o reencontro consigo mesmo, trazendo à tona a famosa frase do filósofo e escritor francês Jean Paul Sartre: “o inferno são os outros”. “O que significa que nessa convivência enfrentaremos o olhar desse ‘outro’ e assim estaremos expostos ao seu julgamento, situação que pressionará nossa fragilidade a uma potência com a qual não estamos preparados para lidar, nos conduzindo facilmente para lugares sombrios, para nossa sombra ou nosso inferno. Fazendo uma alusão à citação de Sartre”, compara a psicóloga. Sônia Vellido sugere pequenas interferências na rotina para tornar esse convívio mais agradável, são elas: se proponha a ver menos os noticiários, a ler pouco a pouco um livro, a meditar, a fazer uma nova receita, a falar virtualmente com familiares e amigos, a contar a história da sua família aos seus filhos, a deixar que eles lhes contem como se sentem nesse momento. Por fim, faça exercícios físicos. Entre todos os benefícios que já conhecemos, a atividade física melhora as funções cardíacas, a regulação do organismo e fortalece o sistema imunológico, além de prevenir ansiedade, depressão, transtorno do sono e o medo – aspectos emocionais muito vulneráveis nesse período de reclusão. Um novo olhar A mensagem mais preciosa desse momento é reeducar o olhar e reaprender a ver. De retomar a vida, se não do zero, de um referencial saudável. “Talvez desconstruir para, então, reconstruir. Cada um com o seu caminho e individualidade, isto é, sua essência, mas sem perder de vista que a lição a ser aprendida é ‘re-Ver’ para ‘ver’ diferente e com mais empatia. Entender em vez de lamentar nossos erros, e dessa forma enxergar a vida com mais gratidão e menos cobranças, trilhando novos caminhos – dessa vez com mais leveza”, aconselha Sônia Vellido. Crianças – elas merecem atenção e carinho E no meio de tudo isso estão as crianças que, dependendo da idade, não conseguem entender nem suportar as limitações do momento e, por consequência, são incapazes de ter a compreensão que os adultos, muitas vezes, exigem. “É um desafio. As crianças não têm recursos psicológicos para lidar com essas questões, ou seja, para elas a difícil situação ganha novos e mais desafiadores contornos. Não é aconselhável à criança se deparar com as notícias sobre mortes em grandes proporções, isolamento sem data para terminar, pensamentos de finitude de familiares próximos (avós, por exemplo)”, ressalta a psicóloga Sônia Vellido, que tem entre seu público de atendimento os pequenos. Nesse cenário delicado, Sônia alerta os pais para ficarem atentos e observar mudanças de comportamento, se a criança está comendo pouco ou muito, dormindo excessivamente ou quase nada, se está apática ou presa à televisão notificando dados sobre a pandemia. Ela ressalta ainda para os adultos verificarem sintomas físicos em razão da instabilidade emocional, como dores de cabeça ou problemas gastrointestinais, tiques – algo comum na infância, mas que em momentos como esse podem se transformar em Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Todo cuidado é pouco, já que esse quadro pode levar ao comprometimento da saúde emocional da criança, como depressão, ansiedade, transtorno do sono, queda do rendimento escolar, medos e traumas que perduram até a vida adulta. Se o isolamento se prolongar, o desafio para manter o equilíbrio da família precisa ser redobrado. Momento em que os pais deverão se esforçar ainda mais para manter a calma e evitar as causas desses danos para os pequenos. Se a criança tem uma família que lhe dá suporte, se possui uma rotina organizada, com brincadeiras e a presença qualitativa dos pais, certamente o estresse desse período será superado. “Compete aos pais viabilizar o equilíbrio da família, sem se isolar desse convívio, buscando aproveitar a convivência com pensamento positivo. Importante lembrar que a saúde mental dos filhos depende da dos pais”, frisa a psicóloga.


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